Adoradores de bikes ou turistas da bicicleta, aqui se fala com vento no rosto, suor na testa, perna pedal abaixo e disposição ladeira acima. Dicas para conservar, comprar, vender, consertar sua bike para cicloturismo, speed, bmx ou mountain. Vale empinar, vale downhill e vale aprender a andar, porque pelo menos aqui não tem como cair. Lojas, marcas, sites, passeios, quilômetros de luvas e capacete, sem marca de corrente na perna. Pele temperada, corpo KHS, juntas Shimano e joelhos Rock Shox. Bem-vindo! "Se for vento contra, que seja na subida!"

domingo, 25 de outubro de 2009

Mangaratiba, em julho.

Tenho estado ausente, infelizmente não só do blog, mas da bike. Nas últimas 3 semanas, desmontei para poder reformar, trocar a tinta original de 1993, colar alguns adesivos novos, mudar uns acessórios. Não tenho tido muito tempo para a bike ou para o blog, mas já estou de volta. Semana que vem, ou na outra, falo um pouco sobre a pintura da bike.

Por agora, vou postar um passeio para Mangaratiba, que aconteceu em julho. Foi um dos meus melhores passeios, pelo clima ameno, pelas paisagens lindas, pelo trajeto rico em variações, pela distância e principalmente pela companhia do grupo, que foi ótimo, com um encerramento à mesa no fim de tarde, de frente para a praia.

Foram 140km, da Tijuca a Mangaratiba, seguindo pelo centro, zona sul, São Conrado, Joá, Barra, Grota Funda, Santa Cruz, Rio-Santos até Itacuruça e Mangaratiba. Demos por ponto final a estação das barcas da Ilha Grande. Tempo de pedal, 6h50min, porém o passeio todo durou 11 horas. De lá voltamos de ônibus, com as bikes no bagageiro. Velocidad média 20km/h, máxima de 60km/h, deve ter sido em alguma descida. As fotos só começaram no alto da estrada do Joá, no ponto mais alto, seguindo para a estrada da Reserva Biológica da Barra, antes de chegar ao Recreio. De lá tem fotos no pontal, na estrada que acompanha a restinga da Marambaia, onde furou um pneu, depois na Rio-Santos, etc, etc, até o destino final. Boa viagem!






























Até a próxima!


sábado, 27 de junho de 2009

Não pode quebrar a corrente


Mas se quebrar, tem jeito. Uma boa corrente, de uma marca de qualidade, compatível com todo o conjunto, normalmente não quebra. Porém, com o tempo ela vai esticando, aí começa a pular, as marchas já não são mais precisas, então é hora de trocar mesmo. Caso já tenha sido usada por um tempo prolongado, avalie se o cassete também deve ser trocado. Provavelmente os dentes já estão gastos também e a nova corrente não vai se encaixar perfeitamente durante o giro. Nesse caso, troque o sistema todo.

Se o seu caso for simplesmente azar, pedras ou detritos da rua podem entrar entre a corrente e o cassete e, com a força da pedalada, arrebentar com tudo. Nesse caso, sente e chore, ou melhor, trate de consertar o estrago.

Agora, se você tem o hábito de trocar marchas enquanto coloca a força no pedal, aí vira abuso. Com um esforço muito grande em apenas um pequeno número de elos enquanto eles se movimentam lateralmente para trocar de marcha, não há corrente que não grite. Tudo bem que você tem que estar pedalando para trocar de marcha, mas trocar sob pressão muito alta o elo pode não agüentar e torcer. Antecipe a troca de marchas, principalmente durante a subida, dando um pouco mais de velocidade para que você possa aliviar momentaneamente os pedais para fazer a troca.

Para prolongar a vida útil da sua corrente, nada como uma boa lubrificada, regularmente. Elos limpos e com óleo vão deslizar melhor uns sobre os outros e espalhar a carga geral vinda do pedal. Excesso de óleo é tão ruim quanto a sua falta. Correntes grudentas acumulam pó e areia, aumentando o desgaste durante o uso. Use apenas uma fina camada de óleo, limpe o excesso.

A limpeza deve ser feita com a roda traseira instalada e com o cassete já limpo. Use uma escova de corrente, ou aquela velha escova de dentes que você nem usa tanto. Se estiver muito sujo, molhe a escova em querosene, porém seque em seguida. Depois de bem limpa, lubrifique.

Você não sabe como retirar, colocar ou consertar uma corrente??? Relaxe, vou te ajudar, dando essa dica do Onde Pedalar. Clique, assista o vídeo e veja que é mais fácil e rápido do que trocar pneu.


Boa pedalada, até a próxima!!!


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Uma volta no Rio

Neste domingo, voltei de quase 1 mês sem pedal. Andei de leve no sábado, uns 10 km, só pra desenferrujar. No domingo dei uma volta na cidade. Saí da Tijuca, subi Alto da Boa Vista, até a entrada da Floresta, desci em direção à Barra. Fiquei 1 hora na praia, água mansa, boa temperatura, vento fraco, sol espetacular. Voltei subindo o Joá, depois a Niemeyer, cheguei no Leblon e fiz a orla toda até o Aterro do Flamengo. Cruzei o centro e cheguei novamente na Tijuca.

Foram 3 horas de pedal, tirando o tempo na praia, velocidade média de 20km/h, chegando a 50km/h na descida, algo em torno de 58 km de chão no total.

Mas de todo o passeio, tenho que destacar aquele trecho que sempre, sempre, acho o mais fantástico, que somente de bicicleta e, talvez, a pé, alguém possa desfrutar.

Nada, nada como cruzar a Av. Niemeyer, sentido Leblon, de bike.

A gente anda ali, no cantinho, espremido pelos ônibus de turismo que insistem em passar e por um ou outro carro. Porém, a alguns centímetros da mureta, o verde da vegetação, misturado ao marrom da rocha. Uma rocha colorida pela erosão do vento e do sal, misturada com o excremento das aves que solidificam, fossilizam, se integram ao natural listrado que chega no mar. Chega na espuma branca que bate nas pedras, empurrada pelo azul, que ora é verde, que ora recebe o mergulho de uma gaivota ou o salto de um peixe. As ondas vêm em bloco e fazem raios paralelos que se movem em compasso. Lá atrás, no horizonte, o azul muda de tom para o claro, virando céu, no domingo, sem nuvens. Uma ilha ou outra, um barco ou outro, não importa.

Em cada pedalada um ângulo novo, um vento que passou e não volta. Uma gota de suor atrás da outra, temperando de sal uma das experiências visuais mais fantástica da Zona Sul do Rio.



Bom passeio.

domingo, 29 de março de 2009

Do chão não passa, a não ser que seja um buraco!


Caiu? Isso acontece.

Quem não quer cair não pode andar de bike. Minha média é uma queda por ano, até agora variando entre as muito bobas inofensivas e as simples com poucos arranhões, nada graves. Porém, já vi vários casos de quedas graves, com fraturas e conseqüências mais longas. A melhor prevenção, (sem querer chover no molhado e deixar a pista escorregadia) é andar dentro dos limites de segurança e usar capacete e luvas. Vários capacetes se quebraram no lugar de cabeças e luvas se rasgaram no lugar das palmas das mãos. Sem cabeça e sem mãos firmes, você não consegue voltar pra casa, nem com a bike funcionando.

Quando o tombo for inevitável, normalmente as mãos e os joelhos, esses últimos normalmente sem proteção, tocam primeiro o solo. Por isso, alguns procedimentos de primeiros-socorros devem ser tomados para tratar possíveis ferimentos, antes que de simples eles infeccionem e se transformem em graves.

Se o acidente for sério, com fratura ou muita dor, chame alguém especializado, uma ambulância ou um médico. Não se deve mexer em um acidentado grave. Se for um corte profundo, com muito sangramento, lave-o e faça uma compressa com gaze, lenço ou um pano limpo, evitando os muito absorventes, como toalhas.

Se for uma queda simples, com cortes ou arranhões, é importante lavar bem o machucado, de preferência com água limpa e sabão. Atenção para as mãos que vão lavar, pois não podem estar sujas de graxa, devem ser bem lavadas antes, senão é infecção na certa. Caso não tenha sabão, use pelo menos água limpa.

Outra opção é usar um pouco de “água oxigenada” (peróxido de hidrogênio a 3%), que é um anti-séptico, ou seja, inibe a infecção por bactérias ou germes.

Deixe o locar limpo, descoberto e seco. Ao chegar em casa, lave novamente com água e sabão. Você pode usar pomadas ou anti-sépticos, porém o ideal é que o ferimento fique sempre aberto, pois abafado pode acumular secreções naturais. Se precisar fazer um curativo para não manchar a roupa, retire-o sempre ao chegar em casa, mantendo o local limpo e seco.

NÃO ESQUECE DO CAPACETE E DA LUVA! Bom pedal e fique pronto pra outra!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Em 2009, pedale!

Último post do ano, ficam para trás a lama, os respingos de óleo nas costas da camisa, o suor, as correntes quebradas, os pneus furados e, quem sabe, uma queda ou outra. Vida normal de qualquer um, em qualquer lugar.

Mas para quem pedalou, ficaram as delícias de se enlamear, sujar, suar e depois consertar tudo com um banho de cachoeira. Assim também pode ser sua vida Brasil adentro.

Se vale de estímulo e ajuda a combater o preconceito de que "aqui não dá", fique sabendo que a bike é o veículo individual mais usado no país! Covardia, sabendo que a bicicleta, mesmo a mais simples, é o transporte particular mais popular nos municípios com menos de 50 mil habitantes, ou seja, 90% das cidades brasileiras.

E pra quem acha que bike é só pra quem não tem o que fazer, saiba que o maior uso da magrela é para ir ao trabalho, em segundo lugar, ir à escola. "Ah, mas eu moro em cidade grande!" Então tá bom, falando de outro extremo, a sua bike pode ser mais rápida do que um automóvel! Em São Paulo, por exemplo, automóveis andam em média na velocidade de 5 a 8 km/h em um engarrafamento, coisa comum, enquanto a bike, no mesmo engarrafamento, anda a 15 km/h.

Claro, nas descidas das serras do sul, de Minas Gerais e Rio de Janeiro, em meio ao verde que colore o espírito e com os pulmões calibrados com sopro da vida, o seu meio de transporte e lazer desce a 40, 50, 60 e até 70 km/h... Mas, pra que pressa?

Em 2009, pedale, respire, observe, suba e fotografe tudo na memória e na alma, feliz.














Feliz 2009!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Pedale com boas coroas

Mountain Bike ou Speed? Sonho de consumo é ter as duas, uma para subidas ou se enfiar no mato, outra para voar no asfalto plano. Mas se você mora em uma cidade como o Rio de Janeiro, onde trechos de cliclovia plana se misturam ao asfalto muitas vezes irregular ou a subidas espetaculares como o Corcovado, Sumaré, Paineiras, Floresta da Tijuca, sendo pela Vista Chinesa, pela Estrada das Canoas, pelo Alto da Boa Vista, Santa Tereza ou Laranjeiras, enfim, a Mountain Bike parece a melhor pedida.


Curioso é que você pode "tunar" a sua MB e transformá-la em uma híbrida, ou seja, uma MB com características de Speed. Não que ela vá ter a leveza e o desempenho de uma Speed original, mas fica bem mais potente do que a maioria das MBs.


Pra começar, vamos mexer nas coroas. Em sua maioria, as MB vem com a maior coroa com 42 dentes. Pode partir para uma de 50 ou ainda de 52, típico das Speed. O pedal pode ficar um pouco mais pesado, mas você pode compensar nos cassetes (catracas). Os cassetes vão de 6 a 10 discos. Ficando o menor com 11 dentes e o maior com 23 você já tem uma boa relação, podendo ir a 28, o que vai potencializar suas subidas.


Minha KHS é de fabricação 1991. Como naquela época as provas de Mountain Bike eram de velocidade, ela veio adaptada com três coroas de 50/36/24 dentes, 7 cassetes com relação 11-28 dentes (menor x maior). Desempenho excepcional nas retas e excelente nas subidas, mesmo sendo uma bike de 21 marchas, quando comparada às de 24 ou 27 marchas. Outra dica é a troca do pneu. Troquei o meu biscoito por um slick de 1,5 polegadas e ganhei 25% de rendimento no asfalto plano. Se a roda da sua bike suportar, pode colocar um pneu de 1 polegada que a bike fica mais rápida ainda.


Para colorir, algumas fotos de um pedal do Rio até o meio da serra de Teresópolis, 180km ida e volta, passando por Niterói e Guapimirim.









Até a próxima!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

Abra o olho e compre um óculos!

Pedalar de óculos está longe de ser algo relacionado à estética ou ao estilo do ciclista, é item de segurança básico.

Óculos servem para proteger contra o vento, poeira, pequenas pedras, galhos, insetos, além é claro da chuva e do sol. Lembre-se de que se entrar algum elemento estranho nos seus olhos, adeus pedalada.

Existem os mais variados modelos, alguns com lentes sobressalentes, cores variadas, claras e escuras. É essencial que as lentes tenham proteção contra raios ultravioletas, caso contrário elas prejudicam os olhos ao invés de protegê-los.

Os mais indicados são os esportivos, com curvatura para proteger a lateral dos olhos. Bom se tiverem o final da haste e o apoio no nariz emborrachados, para fixar quando o rosto estiver suado. Se tiverem fissuras na parte superior da armação, também evita que as lentes embacem frente ao calor do rosto em contraste com o vento mais frio.

Os preços variam bastante de acordo com o modelo. Se forem óculos de grau, sugiro dar uma conferida nos modelos da Optical Nerve, na faixa de R$200,00. Uma alternativa bem barata são óculos vendidos em lojas de EPI - Equipamentos de Proteção Individual. Essas lojas vendem equipamentos de proteção para indústrias, entre eles óculos para soldadores. Já existem alguns modelos com design similar a um esportivo, proteção UV e boa visibilidade com pouca luz, no caso de túneis. Estou usando um destes, comprado no preço de R$10,00. Isso mesmo, dez reais!

Vale procurar. Aqui no blog você encontra vários anúncios de lojas, quem sabe?

Bom pedal!!!

sábado, 6 de setembro de 2008

Manutenção da bike

Depois de mais de um mês sem uma pedalada por aqui, é hora de desenferrujar. Da mesma forma a bike, que também precisa de manutenção, principalmente se estiver parada por algum tempo.

O ideal, principalmente se você usa a bicicleta diariamente ou quase, é uma revisão básica a cada 6 mêses. Preste atenção nesses itens:

Freios (sapata ou disco)
Para testar, empurre a bike para frente e acione os freios com força. Ela não pode se sair do lugar. Para conservar, passe um pano com álcool ou uma esponja com detergente na parte interna do aro e nas sapatas. Não suje de óleo as sapatas! Se for freio a disco, basta limpar com algodão e álcool.

Câmbio
Se a corrente estiver saindo ou raspando, sinal de problema ou na passagem de marcha ou na regulagem de câmbio. Aqui tem que desmontar ou regular o câmbio, ideal para um mecânico de bike.

Corrente
A corrente tem que estar limpa e lubrificada sempre. Limpe com um pano seco, coloque uma gota de óleo (à venda em bicicletarias) em cada elo e gire o pedal lentamente para trás. Retire o excesso de óleo com um pano limpo, girando o pedal novamente e segurando o pano próximo da roldana inferior do câmbio traseiro. Se estiver muito enferrujada, é hora de trocar, leve a uma oficina.

Selim (banco)
O selim deve estar nivelado com o chão e sempre fixo, não pode se mexer enquanto vc anda. Para regular corretamente a altura, consute alguns posts abaixo, ou clique aqui.

Pneus
Pneu careca fica em casa. O risco de queda é alto, o que pode estragar o passeio e você ainda pode se quebrar, sem falar da bike. Pressione-os com as mãos para ver se estão cheios. Se estiverem, vá até um posto de gasolina e calibre-os corretamente. Se estiverem vazios, nem monte na bike, vá empurrando. Caso estejam furados, e não inflem com o ar, procure uma borracharia ou conserte você mesmo. Para saber como ou entender um pouco mais, clique aqui.

Limpeza geral da bike
Mantenha esse hábito para aumentar a vida útil do seu veículo. Depois de pedalar, limpe a bike com um pano úmido. Nunca use jatos de água ou detergente. Se estiver suja de barro ou areia, espere secar e limpe primeiro com um pincel ou escova, para tirar o excesso de sujeira.

Cuide-se com capacete e luvas e cuide bem da sua bike. Você tem anos de pedal pela frente, não perca isso.

Até a próxima!!!

domingo, 13 de julho de 2008

Bike em várias posições

Arojo, adrenalina e superação são palavras comuns aos ciclistas de plantão. Porém, para aqueles que aplicam a criatividade e a versatilidade em tudo que praticam, andar de bicicleta também é uma ótima opção, ainda que de forma inusitada.


Veja alguns modelos diferentes de bikes, encontrados na Superinteressante:


A Cobi-7 é um triciclo pedalado por 7 ciclistas ao mesmo tempo. Uma pessoa guia e as demais pedalam. Ideal para reuniões de trabalho ao ar livre, apresentações de mestrado, debates, aulas ou análise em grupo. (http://www.conferencebike.com/)




A Sideways Bike é a opção para andar de lado na bicicleta. Com dois guidões independentes, que controlam cada uma das rodas, o sistema de corrente passa por 5 roldanas para fazer o veículo andar. Sinceramente, não sei dizer para que serve andar de lado na bike, porém, deve ser ótimo para quem gosta de variar de posição. (http://www.sidewaysbike.com/)



A SwissBikeBoard é a tradução da versatilidade. Com ela é possível praticar snowboard, fazer trilhas off-road ou ainda planar na água. É só trocar os elementos e botar pra rodar. Vem com um motor que atinge até 22km/h na terra ou asfalto. Se na sua cidade neva ou chove torrencialmente de uma hora para outra, é uma pedida imperdível. (http://www.swissbikeboard.com.au/)



Seja qual for a sua, pedale, leve o capacete e divirta-se!

Até a próxima!

sábado, 28 de junho de 2008

Downhill para iniciantes

Downhill é uma modalidade do mountain bike que surgiu na Califórnia nos anos 70, quando ciclistas hippies criaram uma alternativa às pedaladas no asfalto e despencavam morro abaixo nas montanhas de Marin County, perto de San Francisco. Entre eles, nomes como Gary Fischer, Tom Ritchey, Joe Breeze e Charlie Kelly. Hoje, todos empresários da indústria do Mountain Bike.

No Brasil, as primeiras competições foram no início dos anos 90. Hoje, principalmente em competições, é impossível pensar no DH sem uma bike com um quadro preparado para grandes impactos, com suspensões de no mínimo 170mm de curso, tanto na roda traseira como na dianteira, freios a disco de acionamento hidráulico e pneus largos com compostos macios para maior aderência.

Na bicicleta de DH não existe o câmbio dianteiro. No seu lugar há uma guia de corrente, que tem a missão de manter a transmissão funcionando apesar de todas as trepidações que a pista transmite.

Estudos já prometem eliminar também o câmbio traseiro. A Honda tem um protótipo Iron Horse, com um sistema de marchas internas localizado no centro do quadro (Gear Box).

Por ter o a suspensão da frente mais alta, a bike de DH tem uma inclinação para trás, o que reduz a probabilidade do ciclista cair para a frente durante o percurso.

Se não quiser cair para trás agora, prepare-se e veja uns vídeos alucinantes.


Até a próxima!

domingo, 8 de junho de 2008

Bike para quem tem fome


PEDAL SEM FOME é um movimento ativo de distribuição de alimentos a moradores de rua na zona norte do Rio de Janeiro. Não tem a ver com esporte, com lazer, com aventura e muito menos com exercício para perder peso e eliminar nosso proprio excesso de má alimentação. PEDAL SEM FOME tem a ver com vida, com fazer alguma coisa por alguém, principalmente alguém que você não conhece e provavelmente nunca vai conhecer de forma mais próxima. PEDAL SEM FOME tem a ver com aproximar. Aproximar você de um sentido, de um gesto que realmente pode fazer diferença para outra pessoa. PEDAL SEM FOME tem a ver com enxergar, no meio da noite, aquela gente ali como pessoas, iguais a você, mesmo.










Um grupo que não pára de crescer. No início eram só sanduíches, Agora tem refresco e refrigerante, e mais, agora tem roupas, cobertores, o mínimo para velhos, novos ou recém-nascidos que vivem numa caixa de sapato.











"PEDAL SEM FOME, MEUS NOVOS AMIGOS, pessoas que também tomaram uma atitude, a de ajudar nossos irmãos desprovidos de tudo, gente que tá na rua, que vive na rua. Nas poucas vezes em que participei, percebi que além do pão e do guaraná, também são oferecidos, o contato, a palavra, a amizade, enfim, o amor, e o amor é o alimento da alma. Quando eu chego em casa depois do pedal sem fome, eu me sinto muito bem alimentado e percebo que o que eu fiz foi o bem a mim mesmo." Paulinhobike.











"PEDAL SEM FOME começou com a finalidade de levar comida para nossos irmãos menos favorecidos, hj vemos que a necessidade vai alem da comida, percebemos que muitas vezes é muito mais importante um abraço, um aperto de mão, ou simplesmente um "boa noite amigo!" é por isso que continuamos nessa caminhada, se você puder ajudar de alguma maneira, que tal fazendo algo parecido na sua região?!?! Não deixe de fazer, a satisfação é muito maior do que se pode imaginar, ver aquelas pessoas tão carentes de tudo tendo, pelo menos, naquela hora um alento. Agora chegando inverno, precisamos de doações de roupas para tentar minimizar o frio nas madrugadas, se você puder, agradecemos." Alexandre.

O passeio aqui sai toda segunda-feira, 8h da noite. O inverno está aí, e quem tem frio também tem pressa.

Para participar, entre em contato com o Alexandre e veja como.

E continue pedalando, na bike, no blog ou na imaginação... essa não pode parar.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cachoeiras em Piabetá


Os passeios de fim de semana no Rio de Janeiro não páram. Rodovias, ruas, calçadas cheias de bicicletas por todos os lados. Manhã de domingo, sol, temperatura amena, ideal para 150 km de pedal, ida e volta, até Piabetá, perto de Magé. Sem muita pressa, com todas as paradas que fazem do passeio ótimo para um bate-papo entre novos e velhos amigos. Volta rápida em 3 horas por rodovias e estradas, já anoitecendo. Parada no Alemão para 2 croquetes de carne e uma Coca-Cola, porque nem a bike é de ferro. Partimos como um grupo de 11 ciclistas, que se misturou e dividiu em 2. Chegamos com outra formação de 8 e, no final, voltamos juntos em trio. Asfalto, terra batida, pedras, barro, mato, mosquito, lama e uma das cascatas mais bonitas que eu já vi. Depois de carregar a bike no ombro por uns 100m, hora do banho em água tranquila e gelada no meio da floresta. Na volta, já anoitecendo, o pisca-alerta que quebrou nos obstáculos de terra, veio aceso dentro da camisa, sinalizando aos ônibus e automóveis mais tensos da Washington Luiz e da Av. Brasil. Doze horas na rua, 7 horas pedalando, 5 horas descansando, média de 20km/h, velocidade máxima de 47km/h. Um passeio para ficar na memória, na minha e na do computador. Fotos a seguir, marcando o roteiro. Boa viagem!


BOA PEDALADA!!!

domingo, 11 de maio de 2008

Como começar a andar de bike!

Tem gente que é criança e nunca andou, gente que não é mais criança e gente que não anda desde que era. Tanto faz, aprender ou voltar a andar é muito mais fácil do que parece.

Aqui vão algumas dicas para aprender ou reaprender a andar de bicicleta:

- Comece com uma bicicleta pequena, de forma que consiga apoiar os pés no chão. Evite somente uma muito pequena ou infantil, a não ser que seja uma criança. Nesse caso, comece com as rodinhas.

- Desative os freios dianteiros, para evitar que a bike capote em uma freada brusca. Os freios da frente é que param a bicicleta, os de trás evitam que ela derrape, além de ajudar a reduzir a velocidade.

- Os pneus devem estar um pouco mais vazios do que a calibragem indicada, para deixar a bike mais confortável e evitar que ela pule demais.

- Para começar, escolha uma rua ou um parque tranqüilo, bem pavimentado, plano, com um leve declive, se possível. Para voltar a andar, nem precisa do declive.

- Deixe a bicicleta pegar um pouco de velocidade, para haver o equilíbrio. Mais ou menos a velocidade de alguém correndo do lado.

- Arraste um pouco os pés no chão ou dê impulso com os pés, sem pedalar, freie devagar e pare. Respire, relaxe e recomece. Ganhando confiança aos poucos aumenta o relaxamento do corpo, o que aumenta o equilíbrio.

- Quando conseguir o equilíbrio por poucos metros, você o terá pelo tempo e distância que quiser, pelo resto da vida.

- Quando ganhar mais confiança, já andando, tente um zig-zag suave e controlado. Se não conseguir, não tente à exaustão. Bicicleta é prazer, se cansar, pare e volte depois ou outro dia. Aproveite e sinta prazer em cada momento.

- Para aperfeiçoar, treine pedalando o mais lento possível, faça curvas apertadas bem devagar e pedale em pé. Isso vai tornar você mais hábil com a bike.

- Procure não olhar para os pedais. Olhe sempre para frente, para não cair em buracos ou atropelar alguém.

- Ao passar por algum lugar irregular, fixe o olhar por onde você quer que a roda passe. A tendência é a roda ser guiada por você por onde está seu olhar, no chão. Portando, se ver um buraco ou algo em que você não quer passar por cima, fixe o olhar em outro caminho, mesmo que seja bem ao lado. Isso dá certo!

Não tenha medo! Bicicleta não morde, não pula sozinha e não derruba ninguém. Andando aos poucos você ganha confiança e pedala cada vez mais e melhor. Além de ótimo exercício para o corpo, alivia as tensões, o estresse e inspira dias sempre melhores.

Quando puder, comece logo a usar capacete. É mais seguro sempre.

Boa pedalada!!

domingo, 23 de março de 2008

Escolha uma bike do seu tamanho

São tantos modelos e acessórios disponíveis no mercado, que escolher a sua bike ideal nem sempre é uma tarefa das mais fáceis.

Sempre que possível, consulte um especialista em uma boa loja de bicicletas. Grandes magazines e supermercados, apesar de oferecerem melhores preços, nem sempre têm o modelo mais adequado para o uso que você quer fazer da bike e,normalmente, não contam com especialistas no assunto para orientá-lo.

Porém, para ganhar tempo antes de conversar com esse especialista, seguem algumas dicas úteis.

1 – Qual o uso?

Comece definindo o tipo de sua bike.

a) Existem as próprias para ciclismo de estrada e asfalto, chamadas de speed;
b) As ideais para descida de montanhas, para downhill,
c) As mountain bikes, ideais para andar em trilhas, pisos irregulares e subir ladeiras.

2 - Identifique em que categoria você se enquadra:

Principiante – Não tem hábito de pedalar, está na dúvida se a bike será um passatempo passageiro ou um esporte de longo prazo. Então não é hora de investir em modelos mais caros, compre um mais barato. Mesmo que depois você se apaixone e deseje um modelo de mais qualidade.

Amador – Já pedala, porém com pouca freqüência. Gaste um pouco mais, evitando os modelos “mais baratos” do mercado. A diferença de preço vai se justificar em materiais mais resistentes e componentes com maior vida útil.

Esportista – Pode partir para modelos melhores, pois o desafio tende a ser cada vez maior e você vai precisar de um modelo mais resistente. Os preços variam bastante. Entre uma bike nova pior e uma usada melhor, opte pela usada.

Profissional – Sem dúvida, use o melhor modelo que seu bolso agüentar.

Em qualquer situação, não abra mão de capacete e luva, sua segurança é mais importante do que qualquer outro item.

Contanto com a ajuda da Escola de Bicicleta, seguem também alguns segredos para aumentar o conforto na pedalada.

1 – Altura do selim (banco)

Partindo da parte mais alta do osso da bacia, três dedos abaixo na lateral do corpo.


2 – Distância entra a ponta do selim e a caixa de direção

Igual à distância do cotovelo às pontas dos dedos indicador e anular do ciclista.



Os preços de uma bike variam entre R$ 250 para as mais simples nacionais e R$ 12 mil para as importadas. Dentro dessa margem, o número de opções é muito grande, por isso, não abra mão do especialista, ok?

Boa pedalada!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Subir Petrópolis pela Estrada Real


Longe dos tempos que carruagens Reais subiam a serra, levando a corte portuguesa até o clima mais frio de Petrópolis, fomos em caravana de bike e em chão de paralelepípedo.

A opção de subir até Petrópolis pela chamada "Serra Velha" foi não só pela segurança, evitando o tráfego intenso de veículos, mas também pela beleza do trajeto. Foram 91 km, sendo 14 de subida, em 5h30 de pedalada.

O trajeto foi pela Rodovia Washington Luiz, entrando na Rio-Teresópolis, entrando novamente em direção a Raiz da Serra (Inhomirim). A partir dalí deu-se início à subida, intercalada com rajadas suaves e refrescantes de vento contra com sol aberto escaldante, simulando um maçarico nas costas.

Foi a estreia oficial do meu pneu slick, mais liso, com 1,5 pol, permitindo um ganho de 25 a 40% de rendimento. Piso de asfalto e paralelepípedo, o que equilibrou. Viagem só de ida, com volta via rodoviária e bike no bagageiro do ônibus. Alguns companheiros voltaram pedalando, porém o calor das 14 horas me venceu.



Até a próxima!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Vamos trocar o pneu da bike.

Neste Domingo não tivemos subida de Petrópolis, como planejado, por causa das chuvas. Sendo assim, para não perdermos a viagem até aqui, vamos falar de pneus de bike.

Minha KHS Montana Pró FZ é uma montain bike antiga, porém que tem grande utilização em estradas e vias urbanas. Como ela vê muito mais asfalto do que terra, pedra ou lama, resolvi trocar seus pneus “biscoito”, aqueles com sulcos largos, por pneus slick, mais lisos, que, dizem, trazem desempenho 25% superior no asfalto.




Veja a diferença entre um pneu biscoito, misto e slick:



Câmara ou não?

Descobri que já existem pneus sem câmara (tubeless) para mountain bike, que além de mais caros exigem também a troca do aro. A vantagem é a diminuição dos furos que acontecem no choque entre o aro e o solo, espremendo a câmara entre os dois.

Quanto aos pneus com câmera (tubetype), existem os de estrutura de arame, mais pesados e mais baratos, que equipam a maioria das bicicletas, e os de kevlar, mais leves e mais caros. Os de kevlar são dobráveis, muito útil para viagens.


A câmara de ar é a peça que dá a forma ao pneu e é ela que deve ser consertada no caso de furos. O ideal é andar sempre com uma câmara reserva para simplesmente trocá-la, deixando para remendar o furo depois, em casa ou em uma borracharia.



Repair A Flat Bike Tire - video powered by Metacafe


Medidas

A maioria absoluta de pneus de mountain bike possui a medida de diâmetro 26 polegadas (26"). Quer dizer que o diâmetro interno do pneu (e do aro) tem aproximadamente 66 cm.

A outra medida usada num pneu de mountain bike é sua largura, também em polegadas. Os pneus variam de 1.0" (para asfalto) a 2.7" (para downhill).

As medidas recomendadas estão impressas no flanco (lateral) e devem ser entendidas assim: 26 x 1.9 (diâmetro do aro x largura do pneu).


Calibragem ou Pressão

A unidade usada para pressão é a "libra-força por polegada quadrada" (Lbf/pol2) ou, em inglês, "pound square inch" (P.S.I.).

Também na lateral do pneu, está impresso a pressão “mínima – máxima” recomendada.
"recommended pressure: 45-60 P.S.I." ou "keep inflated: 45-60 P.S.I."

Normalmente, quanto mais finos os pneus, maior a pressão usada. As mountain bikes usam entre 35 e 65 libras, enquanto que as bicicletas de estrada (speed) chegam a usar 120 libras.


Siga a seta

Durante a montagem do pneu, é importante saber qual a direção correta para o pneu girar. Em sua fabricação, a montagem das lonas internas e dos cabos de sua estrutura são projetados para rodar em um determinado sentido. Isso influencia diretamente em seu desempenho e durabilidade. Na lateral do pneu, normalmente, existe uma seta apontando o sentido de rotação, normalmente ao lado da palavra "rotation".

Ficamos por aqui, por enquanto.

Boa pedalada, com capacete e pneu correto, ok?

domingo, 27 de janeiro de 2008

Invadimos o Forte Imbuhí

Depois de quase 1 mês pedalando longe de um computador, volto para o Vinte E Uma Marchas. Não dá para perder o rastro, mas é bom não deixar atrofiar. De óleo novo nas correntes, vamos lá.

Segundo um dos organizadores do grupo de hoje, com 22 ciclistas, foram 3 anos de tentativa até conseguir a autorização para visitar o Forte Imbuí, em Niterói. A entrada foi pelo Forte Barão do Rio Branco, em Jurujuba, e a saída foi pelos fundos, praticamente na praia de Piratininga.



Foi interessante conhecer os canhões girados à mão desde sua instalação, em 1894, até os dias de hoje como exercício para a tropa. Girar, mas atirar jamais. Foram só 2 tiros durante a história, mesmo assim comemorativos. Segundo o guia, os canhões acertam Copacabana, sem precisão. Deve ser algo como mirar no Forte do Leme e acertar na roda gigante da Skoll, do outro lado, no Forte Copacabana.

Não teve jeito, a volta foi por Itaipú e pela loooonga subida até o Largo da Batalha. Depois de visitar Fortes e conhecer canhões, passamos pelo Largo da Batalha. Essa subida é interessante porque, de automóvel, a relação de marchas vai diminuindo à medida que subimos, devido à longa inclinação. De bike não dá para reduzir, já começa em baixa, porém, de tanto líquido que perdemos suando, com certeza ficamos mais leves metro a metro.

Semana passada fizemos a mesma subida no passeio até a praia de Itacoatiara. Lá paramos para mergulhar um pouco, pegar um pouco de sol e disfarçar, também um pouco, as marcas que bermudas e camisas deixam nos braços e pernas de ciclistas no mundo inteiro. É típico, junto com os ferimentos nos joelhos e as eventuais marcas de corrente na perna direita.

Tirando o ruim, foi tudo ótimo, como sempre. Acho que semana que vem tem subida para Petrópolis, vamos ver, até porque será durante o carnaval.

O sal do mar não atrapalha tanto a volta para casa. Normalmente, o suor retira o sal rapidamente, nem incomoda. Para os homens, se for possível, retire short ou sunga molhados e volte somente com a bermuda de ciclismo, se você tiver. Evita o atrito e descarta assaduras. A bermuda já vem com proteção, até dispensa outras roupas de baixo sem problema algum. Dizem que, aliás, é recomendado para longos trajetos, 100km para cima. No caso das mulheres, não perguntei para nenhuma, mas imagino que também seja mais confortável não usar nada por baixo. Se alguém souber, pode comentar.

Bike revisada é fundamental. Pneus calibrados ao sair de casa, câmera reserva, kit de reparos para câmeras, bomba de ar, ferramentas e água. Sempre é possível parar para comer algo ou se hidratar, porém carregar a própria garrafinha d'água é muito útil e traz segurança psicológica. Existem algumas garrafas que são "térmicas", o que significa que sustentam a temperatura da água por mais tempo. Não custam caro, vale à pena conferir.

Capacete é vital e luva é importante para proteger as mãos em caso de queda. Em um passeio no início do ano, 3 companheiros experientes foram até Magé, porém um buraco na estrada provocou um desvio inesperado, houve encontrão de rodas e ... chão! Um dos ciclistas girou e voou de costas no asfalto. O capacete se estilhaçou, além do celular, da câmera e da camisa, que rasgou. Sem capacete, não teria mais esse companheiro pra confirmar a história. "Alexandre, se ler isso, deixa a confirmação no comentário!".

Semana que vem é carnaval. Divirtam-se e cuidado com os ciclistas nas ruas!

Até a próxima.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

270 km que eu não conheci desta vez...

Esse post não é testemunho, porque eu não fui. Mas vale como homenagem aos que foram e incentivo aos que acham impossível chegar.

Foram 270 km em dois dias, sábado e domingo, 22 e 23 de dezembro.
1º Dia: Rio - Petrópolis - Itaipava - Teresópolis - 120km (45 de subida).


2º Dia: Teresópolis - Friburgo - Lumiar - Sana - Rio Dourado - Rio das Ostras - 150km (45km de subida e 40 de descida).

Vou ilustrar com algumas fotos dos que foram e o depoimento vivo e real do colega de pedalada, Emílio Milão, que diz tudo:

"A volta da serra foi show... principalmente no trecho final do 1º dia, quando paisagens incríveis nos surpreenderam e renovaram o ânimo de todos os intrépidos. E do alto da subida mais difícil, ao olharmos
para toda a distância percorrida, descobrimos
que a chuva forte fez brotar nas montanhas inúmeras pequenas cachoeiras; e pelos vales abaixo de nós, iluminado através dos raios de um sol tímido, o verde vivo dos campos encharcados emoldurava todo o cenário e se misturava com o branco das nuvens salpicadas entre os rochedos cor de chumbo... Inesquecível!

Agradeço pela força e solidariedade de cada companheiro e me sinto ao mesmo tempo feliz e melancólico por ter decidido voltar na manhã de domingo, já que percebi claramente que o meu rendimento para o 2º dia seria muito abaixo da média... Enfim, continuo aprendendo com todos vocês e descobrindo a cada dia que as pedaladas envolvem algo muito maior do que a técnica, o preparo físico, o planejamento ou todos os equipamentos que tanto colaboram para o sucesso de uma aventura... Na verdade, o que fica é a certeza da superação e principalmente aquelas lições que sempre nos ensinam sobre a arte da convivência entre as pessoas..."

Felizes pedaladas em 2008!







sábado, 15 de dezembro de 2007

Santa Teresa...santa ladeira.

Vinte e Uma Marchas vai ladeira acima percorrendo um dos bairros mais charmosos do Rio de Janeiro: Santa Teresa.

Foram 34km, contando a ida até o ponto de encontro no Aterro do Flamengo e a volta. Velocidade mínima nas subidas e moderada nas descidas, com cuidado no piso de paralelepípedo.

No alto da região central da cidade, com acesso a nove bairros, Cosme Velho, Laranjeiras, Catete, Glória, Centro, Fátima, Rio Comprido, Catumbi e Tijuca, o bairro de Santa Teresa seduz como opção de moradia a elite carioca de escritores, artistas e amantes do seu “tom” de cidade do interior e suas riquezas arquitetônica e cultural.


Mas, claro, não foi sempre assim.




Santa Teresa nasceu como bairro no século 17, com o nome de Morro do Desterro, em homenagem a um de seus primeiros moradores, Antonio Gomes do Desterro, que construir uma pequena capela no local.
No início do século 18, a jovem Jacinta Rodrigues Aires, devota de Santa Teresa de Jesus, identificou seu talento religioso e fundou ali uma instituição para jovens com a mesma vocação.

O então governador Gomes Freire mandou construir ali um convento, chamado Santa Tereza de Jesus, a reformadora das freiras carmelitas, nascida em Ávila, Espanha. Santa Teresa passou então a ser o novo nome do bairro, em substituição ao de Morro do Desterro.


Hoje, Santa Teresa conta com uma série de albergues e pequenas pousadas com "bed & breakfast", ideal para quem não quer gastar muito ao passar uns dias na cidade. Dentre os diversos pontos turísticos espalhados pelo bairro, visitamos aqui o Parque da Ruínas, com uma vista inigualável, tanto da baía como do Centro da Cidade.


Destaque também para o Largo dos Guimarães e os famosos Bar do Mineiro (cerveja gelada e aperitivos), Bar do Arnaudo (comida nordestina), Sobrenatural (frutos do mar) e Adega do Pimenta (alemão).

Na foto, o Largo das Neves, com casarios de 1850 e a Igreja de Nossa Senhora das Neves, de 1860, além de mais uma série de bares muito concorridos. De noite, vale a pena degustar o caldo verde do Bar do Goyabeira, os sanduíches do Café das Neves ou os pastéis de camarão do Santa Saideira.


Pelas ruas estreitas e sinuosas, além de automóveis, motos e bicicletas, ainda passam os velhos bondes, os únicos que ainda circulam em todo o País. Motivo de atração para turistas de todos os cantos do Brasil e do exterior.

Se você for ciclista, além da disposição nas subidas, traga cuidado extra com os trilhos do bonde, são “tombo certo”! Porém, se você preferir subir o bairro de uma forma mais romântica e menos cansativa, é fácil.

O bonde sai do centro da cidade e segue sobre os Arcos da Lapa. O ponto de partida é a estação no Largo da Carioca, na Rua Lélio Gama, bem perto da sede da Petrobrás. O telefone para qualquer consulta é (21)2240-5709. São duas linhas que circulam por Santa Teresa, chamadas Paula Matos e Dois Irmãos, com intervalos de saída de 15 minutos. Tem ponto final no Largo das Neves, passando pelo Largo dos Guimarães.

Existem ainda dois passeios com guias, realizados aos sábados: o Passeio Histórico, com saída às 10 horas e que dura cerca de uma hora percorrendo todo o roteiro cultural, e o Ecológico, com saída ao meio-dia, que oferece uma viagem mais longa, com duas horas de duração e um roteiro que inclui uma trilha pela mata.

Dizem que pedalar engorda, porque você sempre encontra um petisco aqui e ali nos caminhos! Santa Teresa, apesar da intensa subida, é um spa ao contrário se você não tomar cuidado, rs.

Fim de semana que vem tem mais, espero! Até lá!

domingo, 25 de novembro de 2007

Pedalando do Rio a Saquarema


Agora que você já leu posts abaixo com dicas de segurança e equipamentos necessários para uma pedalada segura, chegou a hora de uma viagem fantástica.

Pedalar do Rio de Janeiro até Saquarema é um passeio impressionante, não só pela beleza do trajeto, mas pela variação de pisos, exigências e imprevistos.

Foi meu terceiro passeio até lá. Agora com um grupo de 22 pessoas, que enfrentou ventos contrários muito fortes (sudoeste), muita terra, pedras e buracos, porém que levou nas mochilas um senso de equipe, companheirismo e aventura sem igual.

Foram 99 km, com 5:42h pedalando e 3:50h parados, descansando. Nenhuma bike quebrou ou pneu furou. Passagem só de ida, pois a volta fizemos de ônibus, com as bikes nos bagageiros. O vento contrário aumentou muito o esforço e o tempo do percurso.

A melhor forma de descrever o que foi é através das imagens. Veja e passeie junto.


Partindo da Praça XV, 6:30h, de barca até Niterói.


Na barca, à caminho, ajustes finais.


Parada em São Francisco, Niterói. Vamos começar a subir o caminho das praias.


Parada em Itaipú.


Subindo a serra de Engenho do Mato, em Itaipú.


Final de uma descida espetacular! Pedras, raízes, lajes, lama, buracos ladeira abaixo. Niguém caiu, nem eu!


Pausa depois do pequeno downhill.

Em Itaipuaçú, a caminho da praia.

Praia de Itaipuaçu. Ao fundo, a Pedra do Elefante.


Praia de Itaipuaçú. Acabaram as serras.


Sombra e água fresca antes da restinga de Maricá.


Na entrada da restinga. Do mar, para as dunas, os urubus e a lagoa.
O início da restinga. Lá no fundo, à direita, não dá pra ver, tem muita água salgada.


Tá sentindo calor? Fica tranquilo que está ventando, no sentido contrário, claro.
A restinga é cinematográfica.


Já passamos por Maricá. Muito asfalto, muuuito vento contrário e pouca perna para acompanhar. Cheguei aqui, em Ponta Negra, morto. . .

. . . mas deu para parar e descansar um pouco. Ainda tem muito caminho pela frente.
Alguém sabe onde desliga o vento?


Parada em Jaconé, no quiosque da Baiana. Depois de muita ondulação no caminho e muuuuito vento ainda, dobramos à esquerda, saindo um pouco da praia, para pegar um pouco de asfalto.

Ainda na Baiana, sombra e pernas para o ar.

Depois de mais estrada, vento, chegamos às ruas de paralelepípedo de Saquarema, para trepidar mais um pouco na reta final.

Como não tiramos foto perto da igreja, peguei uma de outro passeio até lá, no ano passado. Tudo bem, foi só para ilustrar...


A volta foi de ônibus. Com as bicicletas desmontadas no bagageiro, viemos até Niterói de novo.

Hora de remontar a bike. Só precisamos retirar o selim (banco) e a roda dianteira.


Dos 22 que foram, só 8 voltaram no ônibus de Niterói. Os demais ou ficaram por lá ou vieram mais tarde, direto para o Rio. Aqui, já na barca, de volta.

Bom voltar para casa.


Sem palavras.

Agora que você viu que é possível, prepare-se, vale a pena.

Boas pedaladas. Até a próxima.

domingo, 18 de novembro de 2007

Se chover na sua horta....

Depois de dois fins de semana parado, voltei com um passeio leve, pela orla, 40km ida e volta, média de 20 km/h, para soltar as articulações. Nada de interessante, até porque o tempo estava ruim e alguns posts abaixo tem o mesmo passeio em um dia de sol.

Mas, por falar em tempo ruim....e se chover quando você estiver de bike?

Seguem algumas dicas úteis, nada muito complicado, que podem ajudar a evitar uma queda ou um acidente mais sério. Semana que vem devo ir a Saquarema pedalando, aí trago fotos mais legais e paro com a fase de “dicas para evitar acidentes”, rs.

- Em dias de chuva (ou qualquer dia) dê sempre preferência para usar roupas claras, para ser melhor visto pelos motoristas.
- Use as luvas para melhorar a aderência com o guidão.
- Óculos ou uma aba no capacete ajuda a proteger os olhos, principalmente contra o vento ou chuva frontal.
- Multiplique a atenção. Evite pedalar em ângulos cegos dos motoristas, pedale sempre na direita.
- Nas esquinas, freie com antecedência e suavemente.
- Em ruas de paralelepípedo o perigo triplica, se puder use outro caminho.
- Importante e simples: esvazie de 15 a 20% os pneus da bike para garantir uma superfície maior de contato com o chão e evitar derrapagens.
- Evite pedalar sobre tampões de chapas de metal e faixas de sinalização no solo, eles são muito lisos e derrapam.
- Com chuva muito forte, o melhor mesmo é parar em local seguro, um posto de gasolina, ou sob um viaduto por exemplo e esperar até que a chuva passe ou diminua.

Falei aqui em esvaziar o pneu, porém, talvez, você me pergunte com quanto “encher” o pneu? Então vai uma dica de como calibrar o pneu da sua bicicleta:

· Mountain Bike (aro 26”) de 35 a 45 libras
· Speed de 100 a 120 libras
· Aro 16” de 20 a 25 libras
· Aro 20" de 20 a 35 libras

Sim, quanto mais fino ou menor o pneu, maior a pressão interna. Por isso seu automóvel fica com 28 a 30 libras quando você calibra no posto. Vale lembrar que a pressão a ser usada nos pneus de bike depende muito do peso do ciclista. Eu, por exemplo, peso 84kg e calibro minha mountain bike com 40 libras e fica bom.

Boas pedaladas e até o próximo passeio! Tomara que não chova.



domingo, 4 de novembro de 2007

Ciclista, Pedestre ou Motorista.

Ciclista, pedestre ou motorista. Se não me engano, você faz parte de, no mínimo, uma dessas tribos. Por isso, acho interessante dividir algumas dicas, ou mesmo regras, para uma convivência tranqüila entre todos.

Veja como se comportar nas ruas e em ciclovias:

Pedale no sentido do trânsito – O ciclista deve pedalar sempre no sentido do trânsito, nunca na contra-mão, é mais seguro.

Pedale pelo lado direito - Fique o mais à direita possível. A Lei garante: meio metro da direita de uma via é do ciclista. Só meio metro.

Não pedale na calçada – Calçada é do pedestre! Ele sempre tem preferência sobre qualquer veículo. Inclusive sobre faixas de pedestre, na rua.

Esquinas e cruzamentos – Atenção redobrada para ciclistas, pedestres e veículos.

Ônibus, táxis e vans – Atenção nos pontos de passageiros e nas paradas repentinas de táxis e vans. O ciclista pode não ser visto, porém sempre deve estar atento.

Garagens e portas abrindo – Atenção nas saídas de garagens para veículos e ciclistas. Portas de automóveis abrindo também são um risco. Motorista, olhe bem antes de abrir a porta. Ciclista, atenção. Todos se machucam e têm prejuízo no caso de acidente.

Permitido na Ciclovia – Andar a pé, somente nas pistas expressamente definidas como faixa compartilhada de ciclistas e pedestres; Correr e patinar, desde que não seja expressamente proibido e que se mantenham, na mão correta, alinhados à direita; Atravessar a pé nas faixas compartilhadas.



Proibido na Ciclovia - Entrar, circular ou estacionar com qualquer tipo de veículo motorizado. Excessões para as cadeiras de rodas motorizadas, ambulâncias, carros de polícia e defesa civil; Conduzir animais de qualquer espécie, salvo para travessia; Correr e patinar nas ciclovias no interior de túneis e onde esta proibição esteja expressamente sinalizada; Veículo de vendedor ambulante, motorizado ou não; Trafegar na contramão; Desrespeitar o sinal vermelho para ciclistas na faixa de pedestres; Caminhar no interior da pista, excetuando-se nos pontos de travessia de pedestres ou em trechos compartilhados; Realizar manobras perigosas, como empinar a bicicleta ou efetuar qualquer espécie de manobra acrobática.

A pé, no carro ou no pedal, evite atrapalhar a vida do outro e aproveite o seu dia.


Boa pedalada!


domingo, 28 de outubro de 2007

Domingo de praia!


Depois de uma semana de muita chuva e vento, o sol vem colorir a Cidade Maravilhosa de gente nas ruas e corpos desfilando na areia. Sim, estou falando de praia!



Ir à praia de bicicleta é muito bom, não só pelo exercício mas também pela desintoxicação mental, pois sua imaginação pedala junto e não se deixa intimidar nem pelo vento contra.
São quilômetros de praias, só falando das populares. Neste domingo, saindo, como sempre, da Tijuca, passei no Centro, Aterro, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Joatinga e, finalmente, Barra da Tijuca. Ida e volta marcaram 65km de muito sol, água e água de coco.
Já deu para perceber que ainda não temos ciclovias cobrindo, por exemplo, todo este trecho. Sem falar no resto da cidade, que poderia permitir à bicicleta se tornar um meio de transporte alternativo, econômico, saudável e seguro para todos, principalmente durante a semana. Mas isso é assunto para outro post, em breve.
Alguns posts abaixo tem as fotos do mesmo trajeto até o Leblon. Aqui só tem do Leblon em diante, para não ficar chato. Logo depois de passear com os olhos, falando em segurança, seguem alguns equipamentos indispensáveis para quem anda de bike, seja nas ciclovias ou na rua.

Final (ou início, não sei) do Leblon.


Vista privilegiada da Av. Niemeyer.


Praia de São Conrado, olhando a Pedra da Gávea.


Início da subida do Joá. Lá vem ladeira!


Alto do Joá. É o cenário que tira o fôlego.


Canal da Barra. Sorria, está chegando.


Praia da Barra da Tijuca.


Na volta, na ciclovia do Leblon. Sol de 13 horas...

Passeio fantástico, dá para fazer em 3 horas e meia, porém não pode parar. Mas, aí não tem tanta graça. Incluindo paradas para beber água, tirar essas fotos e mais dois mergulhos e secagens na praia, foram 5 horas e meia. Parte desse tempo foi disputado com pedestres e cachorrinhos na ciclovia, carros, vans e ônibus nas ruas. Perigo constante.
Para isso, vai a lista de equipamentos úteis, alguns indispensáveis, como luva, capacete e garrafa d'água. Não, não é frescura! Nem mesmo você ficaria ridículo usando essas coisas, rs! Olha só:


  • Capacete - Protege sua cabeça, e isso já é muito! Uma pequena queda e uma pequena batida na sua cabecinha pode significar um desmaio, um coágulo, uma cirurgia ou pior. Não vale à pena. Use!

  • Luva - Segura a transpiração, evita calos (se vc anda muito) e protege as mãos em caso de queda. Com a mão "ralada" fica mais difícil segurar o guidão para voltar para casa.

  • Óculos - Protege do vento, sol, galhos, pedras e bichinhos que voam direto no seu olho.

  • Bermuda de ciclismo - São de lycra e acolchoadas. Se você achar muito ridículo, pode usar por baixo de outra bermuda. Elas aliviam o atrito com o selim (banco) e, acredite, isso ajuda.

  • Selim acolchoado - Importante, principalmente para passeios longos. Para os homens, o ideal são os que tem cavidade central, que não pressionam nervos e artérias no períneo.

  • Caramanhola - Não me pergunte porque o suporte da garrafinha de água tem esse nome, mas água é vida.

  • Ciclocomputador - Não é caro, apesar do nome. Marca distâncias, velocidade máxima e média percorridas além de ser hodômetro e mostrar as horas. Indispensável para passeios guiados por planilhas. Fora isso, é um "algo a mais".

Até o próximo passeio, até lá, compre seus equipamentos que ainda dá tempo de você vir junto!


Um abraço!

domingo, 21 de outubro de 2007

Fortaleza de Santa Cruz em Niterói

Domingo, quase sempre dia de passeio tranquilo. Um deles é conhecer a Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói. Um passeio muito bonito! O meu, sempre tem início na Tijuca, no Rio de Janeiro.

São mais ou menos 40km ida e volta em 2 horas de pedalada, se você não parar. Mas não dá para ir e voltar sem pedalar, até porque você é obrigado a parar na Estação da Praça XV, no centro do Rio, para atravessar a Baía de Guanabara.

As Barcas S.A. não cobram o transporte de bicicleta aos sábados, domingos e feriados, o que garante uma travessia tranquila, bonita e econômica. São cerca de 20 minutos de passeio, dá para descansar e recuperar o fôlego, esteja você vindo de onde estiver.

Em Niterói não há ciclovias, a maior parte do trajeto é na rua, portanto é necessário atenção.

A Fortaleza fica no bairro Jurujuba. É muito fácil ir até lá. Chegando a Niterói, na estação, pegue a direita e vá até o final, final mesmo, seguindo sempre pela orla. Você pedala olhando o mar praticamente em todo o trajeto. Leve água e principalmente câmera de ar reserva, no Domingo não tem borracheiros abertos no caminho.


Chegando ao destino, você depara com um visual inusitado bem em frente: o Morro do Pão de Açúcar, sobre a Praia Vermelha. Isso mesmo, a Fortaleza era um dos pontos de defesa estratégicos na época inicial de nossa história colonial, fazendo, junto com o Forte da Urca, um verdadeiro "portal" para quem quisesse entrar ou invadir a nossa baía.

Esta foi a primeira Fortaleza erguida em volta da Baía de Guanabara. Sua história conta que em 1555 o francês Villegaignon improvisou uma fortificação para a defesa da entrada da Baía. Tomada por Mem de Sá dois anos mais tarde, ela foi ampliada, recebendo o nome de ''N. Sra. Da Guia ''.

Com uma área construída de mais de sete mil metros quadrados, a Fortaleza de Santa Cruz participou de momentos importantes da história do País, principalmente quando impediu tentativas de invasão por parte de franceses e holandeses.

Como presídio, recebeu figuras marcantes, como José Bonifácio, Bento Gonçalves e Euclides da Cunha. Ali encontramos 41 casamatas, distribuídas em 2 andares, que abrigam canhões seculares. Vale uma visita guiada para conhecer todo o conjunto, incluindo o Relógio de Sol e a Capela de Santa Bárbara, datada do século XVII.

As visitas são guiadas por militares que servem na Fortaleza e são ricas em detalhes históricos. Para conferir horários e preços, vale ligar para (21) 2711-0462. A visitação normalmente é de 3ª a domingo, das 09 às 16h.

Boa pedalada!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Agora vamos subir de bicicleta

Quando a gente ganha uma bicicleta pela primeira vez, ainda do Papai Noel, ninguém avisa que um dia vamos ter que subir uma ladeira ou, pior, uma parede. Quando você descobre que além de subir uma parede, você vai fazer isso por 3 horas e meia....

Dando continuidade aos passeios virtuais, vou mostrar um pouco do que foi minha primeira subida da Vista Chinesa - Mesa do Imperador - Alto da Boa Vista - Floresta da Tijuca - Paineiras.

O Alto da Boa Vista eu já subi algumas vezes, porém não por esse caminho que falei aqui. Paineiras, só fui de carro!


Me juntei aos experientes grupos da Kraft Bikes, Special Bike e Tribus. As duas primeiras são redes tradicionais de lojas de bicicletas aqui no Rio. A Tribus é uma equipe de rally. Ou seja, eu era o novato e menos experiente, mas o grupo é solidário.

Começamos a subir 8h da manhã, pelo bairro do Jardim Botânico. Marcha na coroa menor e na catraca maior, desde o início. Descobri que as mountain bikes tem uma relação melhor de marchas do que as speed, principalmente para subidas. Mesmo assim, minha MB perdeu para todas as speeds.

O trecho da Vista Chinesa foi o mais difícil. Inclinado e longo, exige preparo e resistência. O segredo para superar essa subida é treino, o que eu não tinha, pelo menos o adequado. Faltou oxigênio, perna, calma e uma corda para me rebocar. Parei 3 vezes. Derrota.
Nosso grupo variava entre 15 a 25 pessoas, pois alguns tomavam caminhos diferentes e se reencontravam nos pontos de parada. Sempre tem uma padaria no meio do caminho, um vendedor de água de coco ou um cano com água corrente.

O caminho a partir dalí também é fantástico! Mata, pássaros, pequenos animais, cachoeiras, ar limpo, oxigênio puro, sombra, vento leve e a companhia de uma galera muito legal.

No final da Floresta da Tijuca, paramos para foto.

Nas Paineiras, paramos para banho.

Pausa para as bikes.
Daqui em diante, foi só descida. Nenhuma bike quebrou, nenhum pneu furou.

Show! Agora é recuperar o fôlego e até a próxima!